segunda-feira, 18 de abril de 2022

A Antiga Estação Férrea de Jaguari - RS


A Antiga Estação Férrea de Jaguari - RS. Antiga estação férrea da Cidade Gaúcha de Jaguari, Município localizado na região central do estado do RS. A estação de Jaguari foi inaugurada em 1919, de forma provisória. O prédio atual que aparece no vídeo foi inaugurado no ano de 1935.
Esta estação fazia parte do ramal de São Borja, que partia da estação de Dilermando de Aguiar, na linha Porto Alegre-Uruguaiana. O ramal foi aberto em 1919 até a estação de Jaguari, e somente 17 anos depois chegou a cidade de Santiago, para finalmente alcançar a cidade de São Borja em 1938, onde se encontraria com a linha Itaqui-Uruguaiana-São Borja.

O prédio da Estação Ferroviária de Jaguari é umas das edificações mais antigas da cidade, e nele residiu o artista plástico Iberê Camargo, que morou no local com o seu pai que era ferroviário. Registros apontam que até 1981 passavam por ali trens de passageiros. Hoje tanto o prédio quanto a linha encontram-se abandonados. A região onde hoje se assenta o Município de Jaguari teve como primeiros habitantes os índios Guaranis, até o início do século XVII. No ano de 1632 chegaram os padres jesuítas, oriundos da América Espanhola, em decorrência dos movimentos missioneiros que fundaram as Missões Jesuíticas do RS.

A região onde hoje se assenta o Município de Jaguari teve como primeiros habitantes os índios Guaranis, até o início do século XVII. No ano de 1632 chegaram os padres jesuítas, oriundos da América Espanhola, em decorrência dos movimentos missioneiros que fundaram as Missões Jesuíticas do RS. Com a desativação da linha férrea, a antiga estação de Jaguari encontra-se abandonada. O prédio chegou a ser usado pela prefeitura, mas hoje resta novamente fechado. Existem estudos no ano de 2019 para a implantação de uma linha turística que ligaria a antiga estação à estação da Cidade de Santiago, no RS. Esta iniciativa, no entanto, ainda não saiu do papel e o prédio, como tantos outros patrimônios ferroviários, permanete fechado e abandonado.

Após a chegada dos colonizadores italianos, também imigraram para a região colonizadores alemães, húngaros, poloneses, russos e portugueses. No ano de 1920, Jaguari foi emancipado pelo Decreto Estadual nº 2627, de 16 de agosto. A fundação da Estação Ferroviária em 1919 foi marco histórico importante e contributivo para o progresso e a consolidação da nova localidade.

segunda-feira, 11 de abril de 2022

A Igreja de São Roque em Faxinal do Soturno RS


Igreja Matriz consagrada a São Roque, localizada no largo da praça Vicente Palotti, no centro do Município de Faxinal do Soturno, região central do estado do Rio Grande do Sul. A construção da Igreja iniciou-se no ano de 1937 e o templo foi inaugurado em 6 de janeiro de 1939. Existiram no local onde hoje está erguida a igreja duas antigas capelas, que foram demolidas para dar espaço a Atual Igreja de São Roque.
São considerados pioneiros e fundadores do Município de de Faxinal do Soturno os nomes de João Batista Zago, José Marques Ribeiro (Coronel Marques) Vicente Pigatto e Vitório de David. João Batista Zago é apontado como àquele que trouxe da Itália a imagem e a devoção a São Roque, o padroeiro de Faxinal do Soturno. No histórico de sua construção, consta como mestre de obras o nome de Luis Soldera. Apresenta belíssimas pinturas internas que representam o Novo e Antigo Testamento, que foram pintadas e concebidas entre os anos de 1955 e 1957 pelo pintor argentino Ângelo Lazzarini, auxiliado por Fiorelo Orlandi, este um morador do Município.

Ângelo Lazzarini, ou Angel Jose Lazzarini foi um pintor que se dedicou, principalmente, ao muralismo religioso, no período compreendido entre o início dos anos 30 e a primeira metade dos anos 60 do século XX. Filho de imigrantes italianos estabelecidos na Argentina, nasceu em 16 de janeiro de 1889, em Venado Tuerto, Província de Santa Fé. A paróquia de Faxinal do Soturno foi Criada em 15 de agosto de 1960, tendo como Padroeiro São Roque. São Roque é tradicionalmente considerado o protetor contra a peste e o padroeiro dos inválidos e dos cirurgiões, sendo 16 de agosto considerado o seu dia santo.

A paróquia de Faxinal do Soturno foi Criada em 15 de agosto de 1960, tendo como Padroeiro São Roque. São Roque é tradicionalmente considerado o protetor contra a peste e o padroeiro dos inválidos e dos cirurgiões, sendo 16 de agosto considerado o seu dia santo.

segunda-feira, 4 de abril de 2022

O Antigo Palacete Batista Seroni na Cidade de Santa Maria RS


O Antigo Palacete Batista Seroni na Cidade de Santa Maria RS. Prédio do Palacete Batista Seroni, construído em 1932 e localizado nas esquinas das ruas Tuiuty e Floriano Peixoto, em Santa Maria, no RS. O prédio foi tombado pelo Patrimônio Histórico Municipal no ano de 2018.
Batista Seroni é, provavelmente, o seu primeiro morador, mas não localizamos dados históricos sobre este personagem na história. Seroni é sobrenome de origem européia, e ele provavelmente tenha sido um imigrante ou descendente de imigrantes que se estabeleceu na cidade no início do século XX.
O prédio mantém, desde 1932, o mesmo aspecto em sua fachada, e foi concebido como moradia e comércio. Funcionava na parte térrea o "Armazém Seroni", onde se vendiam desde produtos coloniais a produtos industrializados. Conforme registros de 1936, no Almanak Laemmert : Administrativo, Mercantil e Industrial (RJ) - 1891 a 1940, o estabelecimento era classificado como de "Secos e Molhados". O prédio, junto do Armazém, foi adquirido em 1948 por Milady e seu marido Cirilo Costa Bebber, que deram continuidade ao comércio e, com o tempo, compraram o terreno na esquina em frente e criaram a loja "Empório Doméstico", que funcionou até o ano de 2013.
Destacam-se na construção o pavimento térreo com traços de estilo neoclássico, fachadas ricas em detalhes, uma platibanda decorada com elementos florais e sacadas com balaústres em cimento. O ano de construção consta da fachada e data do ano de 1932. A prédio foi tombado em sua totalidade: fachada, telhado, volumetria, esquadrias em madeira, adornos e relevos, forros, pisos e divisões. Representa um sobrado de alvenaria de dois pavimentos em estilo eclético com elementos de diversos outros estilos.
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segunda-feira, 28 de março de 2022

A CASA ABANDONADA DOS PORONGOS


Casa abandonada no Distrito de Arroio do Só, Município de Santa Maria, RS. A casa em ruinas está dentro de área privada e particular, e parece ter sido um local onde se desenvolveu o beneficiamento de porongos, hoje a atividade econômica principal do Distrito. Não conseguimos maiores informações sobre o local. No passado, Arroio do Só desenvolveu-se em razão da ferrovia que passa no local, tendo sido um importante polo regional de desenvolvimento em razão de abrigar uma estação ferroviária. Com a privatização de RFFSA e o fechamento da estação férrea, o distrito sofreu uma vertiginosa queda em sua importância regional.

O porongo é proveniente da planta porongueiro, da família das Cucurbitaceae, onde se encontram também a melancia, o melão e a abóbora. De origem africana, é encontrado em praticamente todos os países. Dele sai a sua utilização para a confecção de cuias para o chimarrão e também para o uso em artesanatos diversos. No Distrito funcionam diversas agroindustrias que fazem desde o plantio ao beneficiamento dos porongos em sua versão final para o consumo. O processo de instalação das agroindústrias se deu à partir de 1995. No entanto, o cultivo de porongos ocorre desde antes da metade do século XX na região.

A cultura do porongo está diretamente relacionada com a agricultura familiar. A renda do plantio e do seu beneficiamento melhora a qualidade de vida dos envolvidos em sua cadeia produtiva e proporciona as condições mínimas para uma subsistência no campo, evitando-se assim o grande êxodo que atingiu o distrito quando da desimplantação da malha ferroviária que movimentava a economia do lugar.

segunda-feira, 21 de março de 2022

Casas Antigas Italianas na Localidade de Sanga da Areia em Jaguari/Santi...


Casas Antigas Italianas na Localidade de Sanga da Areia em Jaguari/Santiago RS. Casas localizadas na localidade de Sanga da Areia, Distrito de Fontana Freda, interior do Município de Jaguari - RS. A localidade deve o nome a um pequeno riacho, denominado de Sanga da Areia, que cruza no local. A localidade faz divisa com o Distrito de Ernesto Alves, município de Santiago, e corresponde a uma localidade do interior, onde se estabelecem pequenas propriedades rurais onde se desenvolve a agricultura de subsistência.

Jaguari é um município que teve como primeiros habitantes os índios guaranis. Em 1889 começou um núcleo colonial a margem direita do Rio Jaguari. A urbanização foi planejada e demarcada pelo engenheiro José Manuel de Siqueira Couto, acompanhado dos primeiros imigrantes italianos que chegaram ao local. Após os italianos, estabeleceram-se na região imigrantes húngaros, poloneses, russos, brasileiros, alemães e outros. O Distrito de Jaguari foi criado pelo Ato Municipal de 15.02.1893, pertencente ao município vizinho de São Vicente do Sul.

Jaguari localiza-se a uma latitude 29º29'51" sul e a uma longitude 54º41'24" oeste, estando a uma altitude de 112 metros. . O município é banhado pelo rio Jaguari, afluente do rio Ibicuí, localizado na na Região Centro-oeste do estado do RS. Como aspectos curiosos de sua história, a cidade de Jaguari, durante a Revolução Federalista de 1923 e 1924 contra o Governador Borges de Medeiros, foi ocupada pelas forças revolucionárias que tomaram a cidade, sendo logo depois reconquistada pelas forças governistas. As casas mostradas neste vídeo remontam a época das primeiras gerações de colonizadores, preservadas pelos seus descendentes que ainda residem nas propriedades. A palavra "Jaguari", do idioma guarani, significa "Rio do Jaguar".


segunda-feira, 14 de março de 2022

O CLUBE ABANDONADO DA VILA CLARA MATA RS


Antigo Clube SER CLARENSE - Sociedade Esportiva Recreativa Clarense, localizado no Distrito de Vila Clara, Interior do Município de Mata, no estado do Rio Grande do Sul. Quase não encontramos registros sobre o antigo clube, que encontra-se abandonado a pelo menos 20 anos confome relato de um morador local. O antigo prédio tem projeto de tornar-se um ginásio de esportes, mas entraves quanto a dissolução da sociedade e a destinação do patrimônio atrapalham o projeto.

Conforme relato do amigo Renato Paz Xavier, cujo avô residiu por muito tempo na localidade, o clube tem em torno de 100 anos de fundação. Em sua infância, quando a antiga estação férrea de Vila Clara funcionava a todo o vapor, ele passava as férias na casa de seu avô e ainda lembra de passar constantemente na frente do antigo prédio hoje abandonado.

Renato confirma a existência da antiga cancha ou quadra de bolão, um jogo muito semelhante ao boliche moderno, e que era o ponto alto das atividades do clube, que teria sido fundado por imigrantes de origem alemã, polaca e holandesa. Posteriormente foi construída uma cancha de jogo de bochas ao fundo do antigo clube, quando o jogo de bolão já havia perdido espaço e praticantes.

Vila Clara foi fundada por Ludwig Theodor Viggo Thompson, um dinamarquês que imigrou ao Brasil para a cidade de São Leopoldo, mudando-se mais tarde para Santa Cruz do Sul e depois para São Pedro do Sul, cidade que hoje faz divisa com o Distrito pelas águas do Rio Toropi, delimitando o território de seu Município sede. Vila Clara foi fundada para ser colônia de imigrantes alemães por Thompson, que vendia os lotes e coordenava os assentamentos iniciais. O nome da localidade deve-se à homenagem que Thompson fez a sua segunda esposa, que chamava-se Clara Textor Thompson, cuja foto consta no final deste vídeo.

segunda-feira, 7 de março de 2022

Os Casarões da Rua dos Andradas de Porto Alegre RS


Antigos casarões localizados na rua dos Andradas, centro Histórico da Cidade de Porto Alegre, no Estado do Rio Grande do Sul. Integram o projeto Monumenta, promovido pelo Ministério da Cultura que promove incentivos e cursos para a sua preservação. Os primeiros casarões que aparecem neste vídeo foram restaurados através do projeto Monumenta, cujo objetivo é a recuperação física de sítios históricos urbanos brasileiros e seus monumentos de arquitetura.
O Programa Monumenta abrange 26 cidades históricas brasileiras e dispõe de recursos oriundos do orçamento federal, de financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e de recursos das prefeituras onde o programa está inserido, contando com a parceria da UNESCO e da Caixa Econômica Federal. Os casarões restaurados são testemunhos das mudanças ocorridas na cidade de Porto Alegre. Construídos na segunda metade do século XIX para servir de residência às famílias abastadas, foram perdendo prestígio ao longo do século XX, transformando-se primeiro em pensão, depois em fábrica de instrumentos musicais e ainda em loja de móveis.

Os imóveis foram adquiridos pelo atual proprietário de uma empresa de construção. Com a oportunidade oferecida pelo Projeto Monumenta, aliado ao desejo de preservação do senhor Ciro Comiran, as fachadas ecléticas que marcaram a arquitetura de Porto Alegre nas primeiras décadas do século passado foram preservadas. Por muito pouco não tiveram o mesmo destino de outros casarões que formavam o antigo alinhamento da mais tradicional rua da cidade, que foram demolidos para abrigar estacionamentos. Escondidas por tapumes, por cerca de trinta anos estas construções foram imperceptíveis à vista dos porto-alegrenses.

O vídeo traz ainda a visão de outro casarão histórico que abriga uma antiga e tradicional loja de livros da Capital. Os casarões estão localizados a poucos metros do antigo hotel Magestic, hoje casa de cultura Mário Quintana. Ali morou o poeta das Ruas de Porto Alegre.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

A Antiga Estação da Clara em Vila Clara Mata RS


A Antiga Estação da Clara em Vila Clara Mata RS. Antiga Estação Ferroviária da Clara, localizada no Distrito de Vila Clara, interior do Município de Mata, no Estado do Rio Grande do Sul. Após a sua fundação, a estação de Vila Clara foi designada de Estação de Clara, por meados da década de 1940. O Prédio da Estação, hoje completamente abandonado, foi construído e inaugurado já com os trilhos em 13/05/1919. Pertencia ao  ramal ferroviário de São Borja, que partia da estação da cidade de Dilermando de Aguiar, na linha ferroviária que ligava Porto Alegre à cidade de Uruguaiana.
Os trens de passageiros, sempre partindo de Santa Maria, trafegaram pelo ramal até o ano de 1982. A linha foi propriedade da Viação Férrea do Rio Grande do Sul - VFRGS até o ano de 1975, quando foi incorporada pela Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima - RFFSA . A RFFSA foi extinta no ano de 1996. A estação da Clara foi aberta em 1919 e seus trilhos chegavam inicialmente até a estação da cidade de Jaguari. Somente 17 anos depois chegaram à cidade de Santiago, para finalmente alcançarem a cidade de  São Borja em 1938, onde se encontrariam com a linha Itaqui-Uruguaiana-São Borja.

Vila Clara pertente ao Município da Mata, da qual é o seu primeiro distrito. Faz divisa com Passo de Clara, no Município de Toropi através do Rio Toropi, cuja travessia é feita por Balsa. Ao lado da travessia da balsa, está a Ponte Férrea, cujas imagens aparecem ao final deste vídeo. A estação de Vila Clara deve o seu nome  à alemã pomerana Clara Textor, esposa de Ludwig Theodor Viggo Thompson, que fundaram o local como uma colônia para receber imigrantes alemães, por volta do final da década de 1880. O nome foi uma homenagem de Thompson a sua esposa que, mais tarde, batizou também a antiga estação de trens.

A Ponte Férrea Sobre o Rio Toropi possui 146m de vão livre. A ponte férrea foi construída pelo exército, através do Primeiro Batalhão Ferroviário, que era o responsável pelas obras de engenharia das ferrovias no início do século XX. A Ponte Férrea sobre o Rio Toropi foi, na época de sua construção, a ponte com o maior vão livre da América do Sul, título que hoje já não ostenta mais.  O grafite com a palavra "PAZ" em uma de suas cabeçeiras representa bem o sentimento que ela expressa: a paz de quem viu o progresso chegar com os trens de ferro e que hoje apenas percebe o tempo e as águas cruzando, levando embora o seu passado glorioso a cada dia mais e mais distante. A Ponte sobre o Rio Toropi, construída com a técnica de Concreto Armado, foi entregue à VFRGS, conforme registros do Primeiro Batalhão Ferroviário do Exército Brasileiro, no dia 31 de Dezembro de 1937 pelo então Cel. Desiderato Horta Barbosa, na época o seu comandante.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

A Casa Antiga de Novo Cabrais


A Casa Antiga de Novo Cabrais. Antiga casa de arquitetura germânica na cidade de Novo Cabrais, Município localizado na região Centro-Serra do Estado do Rio Grande do Sul, fundado no ano de 1996. A casa remonta, provavelmente, às primeiras gerações de imigrantes alemães e italianos que se estabeleceram no local. Os primeiros registros da ocupação de terras que pertencem ao atual município remontam ao ano de 1814.
Antônio José Menezes teria sido o pioneiro. Em 1814 teria adquirido uma gleba de terras em áreas que ficam ao sul do local denominado Mangueirinha. Mais tarde, Francisco José da Silva Moura obteve terras do Governo Provincial em área que atualmente corresponde à localidade de Cortado. Os herdeiros de Francisco José da Silva Moura viriam a receber a Fazenda Mouraria no ano de 1875 para Jacob Agne, que pertencia à primeira geração de imigrantes que se fixaram naquelas imediações. Imigrantes alemães e italianos são os principais colonizadores da região.
Antes da emancipação, o local foi elevado à distrito da cidade de Cachoeira do Sul no ano de 1989, e denominado de Rincão dos Cabrais, englobando as localidades de Cortado e de Linha Pfeiffer. Novo Cabrais emancipou-se em 1995, adquirindo terras das cidades de Cachoeira do Sul e de Cerro Branco. Em seu território encontra-se o Parque Witeck, considerando o maior parque natural privado da América do Sul, uma área de 100ha que foi adquirida em 1962 pelo médico ambientalista Acido Witeck, aberto ao público para visitações.
Também no interior do Município encontra-se o Cemitério do Cedro, ou Cemitério dos Farrapos, um local envolto de mistérios, crenças e lendas. No local estariam enterrados soldados farrapos desconhecidos, mortos em um combate da Revolução Farroupilha de 1835 que teria ocorrido no local, em confronto com as tropas imperiais comandadas por Duque de Caxias, nesta época Barão de Caxias e comandante das tropas militares do império no sul do Brasil.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

A História da Antiga Estação Férrea da Cidade de Santa Maria


A História da Antiga Estação Férrea da Cidade de Santa Maria. Complexo da Antiga Gare, em Santa Maria, RS, a antiga estação ferroviária da cidade, cujo prédio principal foi construído em 1885. Santa Maria ficou conhecida na região pela alcunha de cidade ferroviária pela importância histórica e econômica da ferrovia ao longo de sua existência. O Vagão que aparece na tela foi construído em 1937, e era denominado de “Vagão Administração” onde instalavam-se os engenheiros que atuavam na inspeção das linhas. Foi trazido pela Prefeitura no ano de 2013 numa tentativa de revitalização do espaço, projeto que não teve êxito, e hoje, como a maior parte do complexo, encontra-se abandonado.

Na década de 1920, os trens que saiam de Santa Maria chegavam até São Paulo, e no extremo da linha, à cidade de Uruguaiana, na fronteira com a Argentina. A estação tornou-se sinônimo do progresso local, e dela desencadeou-se o contexto social da cidade. A partir de sua construção, a população da cidade quintuplicou-se nos 20 anos seguintes à chegada da ferrovia. A estação de Santa Maria foi inaugurada pela E. F. Porto Alegre-Uruguaiana, uma empresa pública gaúcha, e foi construída em terreno doado por Ernesto Beck. A plataforma de embarque foi construída apenas no começo da década de 1920, já com a VFRGS - Viação Férrea do Rio Grande do Sul na administração da ferrovia.

A decadência do transporte ferroviário levou a extinsão e suspensão do transporte de passageiros no ano de 1996. A Rede Ferroviária Federal S.A foi cedida à iniciativa privada em março de 1997. Os prédios não operacionais, nos quais se inclui o da Estação, continuaram de posse governamental, sendo repassados para o uso da prefeitura de Santa Maria. Santa Maria foi sede do maior entroncamento ferroviário do centro do Estado do RS, e teve o seu auge entre os anos de 1910 a 1950, quando a maior parte dos trens passavam por aqui. A cidade estava ligada a São Paulo desde o início da década de 20, e era responsável, através de sua estação, por grande parte da logística de escoação da produção da economia gaúcha no período de seu funcionamento.

Todo o largo da estação férrea é tombado em nível Municipal e Estadual. O prédio da antiga estação apresenta elementos neoclássicos, visíveis em sua estrutura, portas e janelas. A plataforma de embarque apresenta cobertura de ferro com elementos decorativos do movimento Art Nouveau, característica comum a diversos prédios históricos existentes na cidade.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

O Antigo Prédio dos Correios da Cidade de Porto Alegre


O Antigo Prédio dos Correios da Cidade de Porto Alegre. Antigo prédio dos Correios e Telégrafos, ou Prédio Velho do Correio, localizado no Centro Histórico de Porto Alegre, no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Corresponde a um monumental prédio que atualmente abriga o Memorial do Estado do Rio Grande do Sul. Corresponde a um dos mais belos e importantes edifícios históricos da cidade de Porto Alegre. Em estilo eclético, a construção tem forte influência do barroco alemão, com uma grande torre de relógio à esquerda, ornamentação em motivos florais e esculturas na fachada. A figura de Atlas, também chamado Atlante, que na mitologia grega é um dos titãs condenado por Zeus a sustentar os céus para sempre, destaca-se na entrada do edifício.
O prédio dos Correios e Telégrafos foi tombado em 1980 pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, e escolhido para ser a sede do Memorial do Rio Grande do Sul, para abrigar um centro histórico voltado para a preservação da cultura gaúcha. O acordo de cedência do prédio implicou na criação de um Museu Postal e de uma Agência Filatélica, mantendo uma vinculação do local com as suas funções originais. Projetado pelo arquiteto Theodor Wiederspahn e executado pelo engenheiro Rudolph Ahrons, foi construído entre os anos de 1910 a 1913, e inaugurado em 21 de abril de 1914. A construção abrigou diversas unidades da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos ao longo do tempo, entre elas um Centro de Distribuição e Agência Filatélica.

Hoje o prédio abriga um centro de informação e divulgação da história do Estado do RS, onde estão reunidos objetos, mapas, gravuras, fotos, livros, imagens iconográficas e depoimentos importantes sobre os principais fatos ocorridos na história do Estado. Filho de um carpinteiro e construtor, em sua juventude na Alemanha recebeu instrução qualificada em construção, arquitetura e decoração, começou sua vida profissional aos 14 anos como aprendiz de Phillip Mauhs, trabalhou na empresa de Josef Strecke e depois passou a auxiliar o pai, mas a convivência com ele era difícil, levando-o a procurar emprego em um escritório de arquitetura. Na Alemanha produziu dezenas de obras de variado caráter, revelando gosto tanto pelo experimentalismo de vanguarda como por estilos históricos, e no estado do Rio Grande do Sul, Brasil, onde se fixou em 1908, desenvolveu a parte principal da sua carreira.

O acervo está exposto através de uma concepção museográfica moderna aliada a novas tecnologias, permitindo, assim, a integração com o público e o fácil entendimento dos conteúdos. Em Porto Alegre, Brasil. Theodor Alexander Josef Wiederspahn, mais conhecido como Theo Wiederspahn (Wiesbaden, 19 de fevereiro de 1878 — Porto Alegre, 12 de novembro de 1952) foi um arquiteto, engenheiro e construtor alemão naturalizado brasileiro. Sua fase áurea coincidiu com um período de prosperidade econômica regional, quando trabalhou no principal escritório de engenharia e construção de Porto Alegre, dirigido por Rudolf Ahrons, criando em conjunto vários prédios majestosos e ricamente decorados, de linhas ecléticas, que permanecem entre os principais marcos arquitetônicos da cidade.

Com o fechamento da empresa em 1915, passou a desenvolver uma carreira independente, mas enfrentou dificuldades de várias ordens e faliu duas vezes. Não obstante, era um trabalhador incansável, e pôde erguer centenas de outras edificações na capital e em várias cidades do interior, de variados tipos e funções, das escolas e igrejas às residências populares, dos palacetes burgueses às grandes indústrias e casas comerciais, muitas delas também de grande significado social, histórico e artístico, contribuindo decisivamente para renovar o panorama arquitetônico estadual. Com o passar dos anos seu estilo evolui e se torna mais despojado e funcional, aproximando-se gradativamente da estética Déco e da Nova Objetividade. Casou duas vezes, deixando cinco filhos.

Depois de um período de obscuridade, sobrepujado pela escola modernista, cuja avassaladora influência levou à derrubada de dezenas de suas obras ecléticas, voltou a ser apreciado, e hoje, pela quantidade, qualidade, variedade e novidade de seus projetos e soluções construtivas, sua posição como um dos principais expoentes da história da arquitetura do Rio Grande do Sul está solidamente consagrada. Muitas das suas obras sobreviventes foram tombadas ou inventariadas.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

O Antigo Pré-Seminário São José de Faxinal do Soturno no RS


Antigo prédio que abrigou o Pré Seminário São José, que pertenceu à congregação dos Padres e Irmãs Palotinos, localizado no centro da cidade de Faxinal do Soturno, interior do estado do Rio Grande do Sul. O prédio foi construído nas décadas de 1930/40 tendo como primeiro reitor o Padre Fioravante Trevisan. Os primeiros padres palotinos chegaram ao Brasil em 24 de julho de 1886 e chamavam-se Guilherme Whitmee, José Bannin, Jacó Pfändler e Francisco Xavier Schuster.
A região foi o berço da congregação dos palotinos no Brasil. Após a sua chegada, passaram a atender a Colônia Santo Ângelo (Agudo), Tabuão de Cachoeira (Paraíso do Sul), Rincão do Vacacaí, Cortado, Formoso, Restinga Seca, Arroio do Só, São João do Polêsine, Faxinal do Soturno, Nova Palma, Núcleo Norte (hoje Ivorá), entre outras colônias da região. Os palotinos são devotos de São Vicente Pallotti, que nasceu no dia 21 de abril de 1795, em Roma, antiga capital do Império Romano e Centro Universal do catolicismo. Seus pais eram Pedro Paulo Pallotti e Maria Madalena Rossi. Vicente Pallotti foi ordenado sacerdote no dia 16 de maio de 1818, na Basílica São João do Latrão, em Roma.
Vicente Palotti quis, primeiro, entrar na Ordem dos Capuchinhos, mas sua constituição física débil o impediu. Recebeu uma formação aprimorada nas ciências humanas, na filosofia e na teologia. Coroou sua formação acadêmica com o doutorado em filosofia e em teologia. Durante um decênio, de acordo com seus títulos de doutorado, dedicou-se à vida acadêmica, como professor na Universidade Sapienza de Roma. O prédio é atualmente ocupado pela Prefeitura Municipal que mantém nele diversas secretarias e unidades de atendimento ao público externo e à comunidade local. Anexo ao prédio está instalado o Museu Fotográfico Irmão Ademar da Rocha.
O Museu Fotográfico possui um acervo de aproximadamente 3.500 fotografias que retratam, desde a década de 1920 até os tempos atuais, a trajetória e os costumes dos imigrantes que povoaram e construíram a cidade de Faxinal do Soturno. O Irmão Ademar foi um Irmão leigo palotino, educador e catequista e um dos pioneiros da divulgação do cinema na Região.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

As Casas Antigas e a Arquitetura de Ernesto Alves no RS


Casas Antigas do Distrito de Ernesto Alves, interior do Município de Santiago, na Região Central do Estado do Rio Grande do Sul. O Distrito foi constituído em 1890 para receber imigrantes europeus, principalmente os de nacionalidade italiana. Também recebeu levas de imigrantes alemães, austríacos, húngaros e poloneses. Casas Antigas do Distrito de Ernesto Alves, interior do Município de Santiago, na Região Central do Estado do Rio Grande do Sul. O Distrito foi constituído em 1890 para receber imigrantes europeus, principalmente os de nacionalidade italiana. Também recebeu levas de imigrantes alemães, austríacos, húngaros e poloneses. O distrito de Ernesto Alves recebeu as primeiras levas de imigrantes pelos idos de 1890, e foi anexado ao município de Santiago do Boqueirão em 1910. Hoje é um dos três distritos deste Município gaúcho e um importante pólo turístico-regional e cultural.

O nome da localidade de Ernesto Alves é homenagem a um expoente político, jornalista e advogado gaúcho natural da cidade de Rio Pardo, e defensor do ideal republicano e membro do Partido Republicano Riograndense. Foi deputado federal, diretor de jornais e inspetor geral da Instrução Pública no Rio Grande do Sul e deputado Constituinte de 1891. Marcado pela colonização italiana, o local abriga o Memorial do Imigrante, que conta com acervo de mobiliário antigo, fotos e 20 painéis relatando um tanto da história de Ernesto Alves e de outras famílias de origem italiana que cresceram em Santiago. A casa onde está abrigado o Memorial pertenceu à família Minozzo. A história dessa família faz parte de um dos quase 20 painéis ilustrados do memorial.

Banhado pela águas do Rio Rosário, Ernesto Alves oferece um balneário público e é sede de diversos eventos onde se pode praticar desde escotismo, trilhas, treeking, trilhas, slackline, corridas, crosscountry, rapel e outras aventuras em meio à natureza exuberante que cerca o lugar. O Memorial Prof. Cleo Bonottto que aparece no início do vídeo é homenagem ao professor universitário Cléo Adriano Sabadi Bonotto, prematuramente falecido, que era natural do lugar e muito querido pelos que o conheceram. Um lugar de memória e de histórias...