segunda-feira, 24 de outubro de 2022

A História do Marco das Três Fronteiras na Cidade de Foz do Iguaçu


A História do Marco das Três Fronteiras na Cidade de Foz do Iguaçu. Localizado no Bairro Porto Meira, distante 14 Km da Cidade de Foz do Iguaçu no Estado do Paraná, no Brasil. O Marco ou obelisco das Três Fronteiras foi criado em 1903 e demarca, simbolicamente, a tríplice fronteira entre Brasil , Argentina e Paraguai, e está situado às márgens dos Rio Iguaçu e do Rio Paraná. Na entrada do parque temos a reprodução de uma vila missioneira, que foi reconstruída tendo como inspiração àquelas existentes nas Missões Jesuíticas, que tinham a intenção de catequizar os índios que aqui viviam, e que eram comandados pelos padres jesuítas, através da Companhia de Jesus. Eram eles os responsáveis pela fundação das reduções e de sua organização.

O parque e as estruturas atuais foram revitalizados à partir do ano de 2015. Todas as estruturas do atual parque homenageiam as Missões Jesuíticas, que trazem um pouco da história e do desbravamento da região de Foz do Iguaçu. Também na entrada do parque é apresentada uma projeção cinematográfica sobre o desbravador Cabeza de Vaca, um colonizador espanhol e reconhecido como o primeiro homem branco a ver as Cataratas do Iguaçu no ano de 1542. A companhia de Jesus criou Missões e Reduções jesuíticas que arrebanhavam os índios nos territórios do Paraguai, Argentina e no Brasil, e em outros países também. O parque onde se localiza o Marco das Três fronteiras faz este resgate, com a réplica da fachada de uma igreja missioneira da época, e traz diversos aspectos da cultura indígena e da presença jesuítica na Região.

Esta estrutura toda, no entanto é bem recente. Até o ano de 1972, o Marco das Três Fronteiras do lado Brasileiro não tinha estrutura para receber visitantes e era conhecido na cidade como “coisa do Exército”, pois eram eles que mantinham o lugar. Para resolver a questão foi formada comissão mista entre países para resolver a situação. O brasil foi representado por homens que hoje são nomes de grandes cidades do estado do Paraná, entre eles Guilherme Capanema, conhecido como o Barão de Capanema, que dá nome a cidade de Capanema, e o general de exército Dionísio Evangelista de Castro Cerqueira, que dá nome a cidade de Dionísio Cerqueira, ambas no PR.

O marco foi Inaugurado em 20 de Julho de 1903, e foi erguido para celebrar a demarcação definitiva das fronteiras Brasil – Argentina, sendo esta a última fronteira do território brasileiro a ser demarcada com os países da América do Sul. Em 1885 foi firmado um acordo, baseado ainda no tratado de Madrid, de 1750, que colocou toda a região em litígio. Antes desse acordo, Dom Pedro II já havia mandado fundas fundar colônias militares na região, com receio de que houvesse uma invasão argentina ao território. Entre estas colônias estava a colônia militar de Chapecó, fundada no ano de 1882, a colônia militar do Chopin, também fundada em 1882, e também a colônia militar do Iguassu no ano de 1889, que corresponde a atual cidade de Foz do Iguaçu.

A questão foi levada ao arbitramento internacional, sendo os EUA e o seu presidente Grover Cleveland os responsáveis pela decisão. O resultado foi proclamado em 1895 e Dionísio Cerqueira, então como chanceler do Brasil, assinou o assinou o tratado das três fronteiras. Já na fase da República, Quintino Bocaiuva, ministro das Relações Exteriores do Brasil, assinou em 1890 o Tratado de Montevidéu, que dividia a região em discussão entre o Brasil e a Argentina, acabando com o litígio. Mas o Congresso Nacional do Brasil não ratificou os termos dizendo que o ministro tinha extrapolado as suas funções.


segunda-feira, 17 de outubro de 2022

A Igreja Matriz da Cidade de Cacequi - A Terra Entre Rios


A Igreja Matriz da Cidade de Cacequi - A Terra Entre Rios. Igreja Matriz de Nossa Senhora das Vitórias, localizada no centro da Cidade de Cacequi, na região central do Estado do Rio Grande do Sul. A igreja pertence a Arquidiocese da Cidade de Santa Maria, fazendo parte da Área Pastoral Missioneira. A igreja é sede da Paróquia de Nossa Senhora das Vitórias, criada em 1935. No entanto, desde 1924 consta a doação de um terreno feita por Marcelino de Oliveira e Márcia Prates de Oliveira para a construção de uma capela antecessora ao atual templo, que situava-se em outro local, próximo a um pequeno riacho.

Antes da atual igreja, foi construída no local à partir do ano de 1924, uma pequena Capela quando Dom Hermeto, bispo da Diocese de Uruguaiana, autorizou a venda do antigo terreno e lançou a pedra fundamental para a construção da antiga Matriz. Este templo permaneceu em pé até 1979, quando foi demolido para dar lugar ao atual Salão Paroquial. No final do vídeo ela aparece em uma foto junto da atual matriz em construção. As obras da atual igreja começaram no ano de 1949. Em 1960 a igreja migrou para a diocese de Bagé, e no ano de 1997 para a Arquidiocese de Santa Maria.
Consagrado à Nossa Senhora das Vitórias, que representa uma santa associada às vitórias dos povos em suas respectivas épocas, no ano de 2008 o templo foi elevado à categoria de Santuário Diocesano pelo Bispo Dom José Ivo Lorscheiter. Por muito tempo o território da Cidade de Cacequi pertenceu a América Espanhola, reintegrando-se ao Brasil apenas à partir de meados do Século XVIII. A Cidade teve início como estação de estrada de ferro no ano de 1890, quando chegaram os trilhos da COMPAGNIE AUXILIAIRE DES CHEMINS DE FER DU BRÉSIL, empresa belga responsável pela implantação da malha ferroviária no RS.

A história do início das construções religiosas que culminaram com a construção da atual Igreja Matriz da Cidade de Cacequi confunde-se com a própria história de criação do Município, que sofreu forte migração ao final do século XIX com a chegada dos trabalhadores ligados ao movimento ferroviário do RS. Cacequi é palavra indígena que significa "terra entre rios". Seu território é banhado pelos Rios Cacequi, Ibicui e Rio Santa Maria. Os habitantes primitivos do território eram índios das tribos dos Patos, Tapes, Guaraans, Jes-Tapuias, Huárpios, Charruas, Minuanos, Tupis e Guaranis.

segunda-feira, 10 de outubro de 2022

A Antiga Escola de Artes e Ofícios dos Ferroviários de Santa Maria


A Antiga Escola de Artes e Ofícios dos Ferroviários de Santa Maria. Fachada do prédio da antiga Escola Hugo Taylor da Cidade de Santa Maria, localizada na Av. Rio Branco, centro histórico do Município da região central do Estado do Rio Grande do Sul. A construção mistura os estilos dos movimentos neoclássico, art noveau e barroco, caracterizando-se o que se denomina de Estilo Eclético. O prédio foi construído para sediar a Escola de Artes e Ofícios, que foi inaugurada no ano de 1922.

A antiga Escola de Artes e Ofícios foi criada pela Cooperativa dos Empregados da Viação Férrea de Santa Maria, para atender aos filhos dos trabalhadores da Rede Ferroviária, visto que o ensino de qualidade era destinado apenas para àqueles que pudessem pagar por escolas particulares. Manuel Ribas, então funcionário da Compagnie Auxiliaire des Chemins de Fer au Brési, empresa que explorava a rede férrea do RS, criou um fundo de beneficência para a criação da Escola e em 1917 adquiriu o terreno onde seria construída a Escola para os filhos dos trabalhadores ferroviários.

A administração da escola foi executada pela Congregação dos Irmãos Maristas. O ensino profissional da escola, por sua vez, foi feito por profissionais da Escola de Engenharia Parobé de Porto Alegre. Em 1923, o terreno ao lado, nas esquinas da Av. Rio Branco e Rua dos Andradas foi adquirido, o que garantiu a expansão da escola. O terreno foi adquirido da Intendência Municipal, que tinha planos de criar ali um teatro municipal. No mesmo ano iniciaram-se as obras e a Escola de Artes e Ofícios da Cooperativa dos Empregados da Viação Férrea de Santa Maria foi inaugurada no ano de 1922.

No ano de 1990 a sede da antiga escola foi vendida à iniciativa privada, recebendo diversos empreendimentos comerciais, dentre eles a sede de um bingo e também a sede de um shopping popular. Desde o ano de 2017 sedia uma loja da rede de supermercados Carrefour, que restaurou e modificou a fachada externa e interna da antiga Escola de Artes e Ofícios de Santa Maria. Em 1934 a Escola passou a denominar-se de Ginásio Industrial Hugo Taylor e, mais tarde, Escola Industrial Hugo Taylor. Em razão de dificuldades financeiras da Cooperativa mantenedora, a última turma de técnicos foi no ano de 1963. A Escola seguiu como escola regular até o ano de 1986, quando encerrou definitivamente as suas atividades.

O antigo prédio da escola sobreviveu a três incêndios ao longo de sua história, sendo o de 1954 o mais impactante e destruidor. Simbolicamente em seu sentido trágico, o prédio é vizinho da Sede da Boate Kiss, onde um incêndio de grandes proporções no mês de janeiro de 2013 matou 242 pessoas e feriu 680 outras numa das maiores tragédias do gênero ocorridas no mundo inteiro.

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Pontes de Ferro e Madeira no Interior do Rio Grande do Sul


Pontes de Ferro e Madeira no Interior do Rio Grande do Sul. Antiga ponte férrea construída com a técnica do uso de rebites, e ao lado uma ponte de madeira bruta, ambas construídas para dar passagem sobre um pequeno curso de água em localidade rural no interior do Rio Grande do Sul. Na segunda metade do século XIX, iniciou-se, no Rio Grande do Sul, a implantação da ferrovia com a finalidade de transportar mercadorias e pessoas. Santa Maria passou a centralizar o tráfego de trens, transformando-se em ponto de ligação entre todas as linhas férreas do Estado.

A construção de pontes férreas foi crucial para esta expansão, uma vez que as linhas ferroviárias não podem ter grandes desníveis ou curvas fechadas como nas estradas. Com isso, para superar obstáculos pelos caminhos dos trens, pontes como essa precisaram ser projetadas e construídas. A maioria das pontes férreas no sul do Brasil foram construídas pelo 1º Batalhão Ferroviário, oriundo do Batalhão de Engenheiros, criado pela Corte Portuguesa em 1855. Sua primeira sede foi a cidade de Cachoeira do Sul - RS, e desde março de 1971 tem sede na cidade de Lages - SC.

As pontes de madeira, por sua vez, servem para apresentar soluções ao tráfego rodoviário, e são normalmente encontradas nas regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos. A existência destas pontes é de extrema importância para o desenvolvimento da economia e do transporte. A responsabilidade pela implantação e a construção de pontes de madeira está vinculada a jurisdição das vias em que elas são necessárias. Assim, àquelas que são implantadas e necessárias em vias federais são de responsabilidade da União, nas vias estaduais dos Estados, e nas municipais a responsabilidade é dos Municípios.

A construção de pontes em estrutura de madeira apresenta custo de implantação consideravelmente competitivo em relação às pontes de aço e de concreto, e são construídas em menor espaço de tempo, o que torna a escolha deste tipo de construção a primeira opção para os administradores e governantes. A grande desvantagem destas pontes de madeira está em seu curto tempo de vida, exigindo reparos contantes e dificuldades de fiscalização.Atualmente começa a se difundir a idéia de substituição destas pontes por novas pontes hibridas de madeira-aço ou madeira-concreto, o que garante uma melhor estrutura sustentável e com melhor custo benefício no aspecto econômico e financeiro.

segunda-feira, 26 de setembro de 2022

O Antigo e Moderno Hospital de Caridade Astrogildo Cezar de Azevedo


O Antigo e Moderno Hospital de Caridade Astrogildo Cezar de Azevedo. Fachada do Hospital de Caridade Astrogildo de Azevedo da Cidade de Santa Maria - RS. Corresponde ao maior hospital privado de alta complexidade do Estado do Rio Grande do Sul, em áreas de oncologia, reumatologia, traumatologia, cardiologia e UTIs com atendimentos direcionado em clínica geral, neurológica, cardiológica, pediátrica e neonatal. O Nome do Hospital é homenagem ao primeiro e um de seus principais promotores, o médico Astrogildo Cézar de Azevedo, que em 1898, junto com alguns amigos, fundou e foi o primeiro presidente da “Sociedade de Caridade Santamariense”, posteriormente denominada “Associação Protetora do Hospital de Caridade”. A fundação da Sociedade se deu no Salão Nobre do Clube Caixeiral do Município.

Para a construção do Hospital, o grupo fundador tomou emprestado a quantia de 25 contos de réis da Compangie Auxiliare de Chemins de Fer au Brésil a juros de 5% e com prazo de pagamento de 10 anos. Esta Companhia explorava a ferrovia na cidade, no auge da implantação do movimento ferroviário no RS. A pedra fundamental da construção do hospital foi colocada em 12 de abril de 1899, e a inauguração da estrutura inicial, composta de três pavilhões, se deu em 07 de dezembro de 1903. A administração do hospital ficou a cargo da congregação religiosa das Irmãs Franciscanas que chegaram da Holanda à cidade para esta finalidade e, mais tarde, viriam a fundar o Colégio Sant`Anna.

No Hospital realizou-se a primeira cesariana da cidade de Santa Maria, realizada em maio de 1911, e foi executada pelo Dr. Astrogildo Cézar de Azevedo. No ano de 1912, durante surto de peste bubônica na Cidade, o Hospital de Caridade foi o principal destino dos enfermos, com um lazareto e uma ala específica para recebê-los. O Hospital de Caridade de Santa Maria corresponde hoje a um grande complexo hospitalar composto de um grande e moderno prédio de clínicas médicas, hospital auxiliar, leitos e Utis, assim como a concentração de diferentes empresas de serviços hospitalares, correspondendo a um centro de referência regional e estadual de saúde e atendimentos de alta complexidade.

Astrogildo César de Azevedo nasceu em Porto Alegre a 30 de janeiro de 1867. Formou-se no curso de medicina no ano de 1889 na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, e estabeleceu-se em santa Maria logo em seguida. Sua tese de defesa foi sobre Afasia, uma alteração na função da linguagem causada por problemas não naturais ou intelectuais. Astrogildo de Azevedo foi eleito vice-intendente de Santa Maria, em 14 de janeiro de 1909 , cargo equivalente a vice prefeito nos dias atuais e, em 1916, tornou-se o intendente municipal. Nesta função convidou Saturnino de Brito para cuidar do saneamento da cidade, projeto concluído no ano de 1930.

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

A História do Antigo Quartel General e a Revolução de 1930


A História do Antigo Quartel General e a Revolução de 1930. Antigo prédio do Quartel General do Exército, construído entre os anos de 1906 a 1908, localizado no Centro Histórico de Porto Alegre RS. Sua construção substituiu outra construção ali existente, datada de 1775, e que era utilizada para a mesma função. No final deste vídeo encontra-se uma foto deste antigo prédio. O prédio foi mandado construir pelo General de Divisão Manoel Joaquim Godolphin, e foi concebido pelo engenheiro e Capitão do Exército Alfredo Leyraud. Sua inauguração ocorreu em 1 de dezembro de 1908. Foi construído em estilo eclético de três pavimentos e duas fachadas.

A entrada do prédio se abre na esquina, e o frontispício se apresenta na forma de edícula, que é sustentada por duas colunas toscanas. Em cima dela está uma sacada com gradil de ferro trabalhado, e na parede do prédio uma moldura com a inscrição "Quartel General". O prédio apresenta em sua fachada de entrada o Brasão de Armas do Brasil. No topo do prédio surge um torreão circular com uma cúpula azul estrelada, onde aparecem panóplias militares, o brasão do Rio Grande do Sul, o emblema do Exército, bustos em relevo de Júlio de Castilhos e de Marechal Deodoro da Fonseca, e uma escultura com uma figura de um soldado sentado.

No dia 03 de outubro de 1930, no período da tarde e neste prédio, iniciou-se a Revolução de 1930. O quartel-general da 3ª Região Militar que aqui funcionava foi tomado de assalto por um ataque militar comandado pelas forças revolucionárias de Osvaldo Aranha e Flores da Cunha, iniciando um movimento já bastante orquestrado e que tomou o Brasil de Sul a Norte. Na face lateral ele se apresenta em duas fachadas. O térreo só existe no lado da rua dos Andradas, com uma série de janelas quadradas e portas baixas, ornamentadas com gradil e motivos de granadas. Toda a fachada está construida em módulos e apresenta ainda uma cornija saliente com uma platibanda em estilo mourisco. Acima das janelas aparecem motivos militares em formas de canhão.

Na gênese destes acontecimentos estavam os líderes do movimento do Tenentismo, que foram fundamentais para o sucesso de Getúlio Vargas e a Revolução de 30. O Tenentismo foi um movimento político e militar criado por jovens oficiais brasileiros durante o período da Primeira República, composto por tenentes e capitães em sua maior parte, insatisfeitos com o sistema político brasileiro e com as práticas do jogo político imposto pelas oligarquias da velha república. A Revolução de 1930 consistiu-se num movimento armado que teve a liderança dos Estados de Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul, e que levou ao Golpe de 1930. Este movimento depôs o presidente da república Washington Luís em 24 de outubro de 1930, impediu a posse do novo presidente eleito Júlio Prestes e alçou Getúlio Vargas como o novo presidente nacional, pondo um fim a um ciclo político que a história denominou de A República Velha.

Após quase 30 dias de conflitos pelo Brasil, no dia 01/11/1930, no RJ, a junta militar da revolução passou o poder para Getúlio Vargas, encerrando assim o movimento armado. Getúlio Vargas tornou-se chefe do Governo Provisório com amplos poderes e a constituição de 1891 foi revogada. Estava posto o golpe democrático e decretado o fim da República Velha no Brasil. Hoje, o antigo prédio é utilizado como Quartel General Auxiliar do Comando Militar do Sul. Internamente o prédio possui obras de arte e ornamentos e foi, no passado, o local da sala do comandante do Exército em Porto Alegre. No prédio funciona um dos elevadores mais antigos da cidade, e a área em que ele foi construído pertencia a estância de Jerônimo de Ornellas, que foi desapropriado em 1773, ano em que Porto Alegre se tornou a capital da capitania de São Pedro do Rio Grande.

segunda-feira, 12 de setembro de 2022

A Antiga Igreja da Avenida da Igreja da Cidade de Tramandai


A Antiga Igreja da Avenida da Igreja da Cidade de Tramandai. Igreja Católica de Nossa Senhora dos Navegantes, localizada no Centro da Cidade de Tramandai, no litoral norte do Estado do Rio Grande do Sul. A igreja é muito conhecida pelos turistas e veranistas por dar nome à principal Avenida que leva à orla da Cidade, a Avenida da Igreja. Embora conste a data de 1908, esta construção não é o prédio original e nem o local de construção da primeira igreja da Cidade de Tramandai, que também congrega a comunidade da cidade vizinha de Imbé, cuja divisa é o Rio Tramandai. A atual igreja pertence e integra a Diocese da Cidade de Osório, e foi construída em meados da métade do século XX.

A primeira igreja de Nossa Senhora dos Navegantes foi construída em 1908, na confluência das Avenidas da Igreja e Av. Integração, a alguns metros da atual construção. Foi idealizada pelo Comendador Militão Borges d'Almeida, e erguida em terreno doado pelo Sr. Jorge José Mury, pioneiro no comércio da Cidade. A Cidade de Tramandai começou a ser povoada em 1732, quando Manoel Gonçalves Ribeiro ganhou uma sesmaria de terras que ficou conhecida como Paragem das Conchas. O local era o único ponto de passagem de viajantes que se deslocavam da Cidade de Laguna, em SC, interligando-se à Colônia de Sacramento, atual Uruguai.

No local da antiga construção hoje existe um monumento comemorativo ao Centenário de Devoção a Nossa Senhora dos Navegantes e a São Pedro. Este monumento aparece à partir do minuto 3.45 deste vídeo. No final do vídeo também aparece uma foto desta antiga construção. Tramandaí emancipou-se do Município de Osório em 24 de setembro de 1965. Deve seu nome ao Rio Tramandai, que separa a cidade do Município de Imbé. Corresponde a uma palavra de orígem tupi-guarani, que significa Rio dos meandos (sinuoso) ou Rio roedor, e também lugar onde se cerca para colher (pescar).

A partir de 1890, Tramandaí começou a ser procurada como estação de banhos, e mais tarde como um balneário. A partir de 1939, com a construção da Estrada RS 030, Tramandai recebeu um impulso desenvolvimentista que se intensificou em 1968, à partir da instalação de unidades de oleodutos da Petrobrás. Este evento marca a guinada da Cidade dos balneários para um modelo de cidade turística e urbanizada. Outra curiosidade histórica sobre a Cidade se deu durante a Revolução Farroupilha, quando o revolucionário italiano Giuseppe Garibaldi, contratado pelos generais farroupilhas, utilizou o canal do Rio Tramandai como rota de saída do barco Seival e invadiu a Cidade de Laguna, em SC, fundando a República Juliana. A ponte que separa os Municípios de Tramandai e Imbé tem o seu nome em sua homenagem.

Em Tramandai nasceu o Marechal Manuel Luís Osório, conhecido como Marquês do Herval, a 10 de maio de 1808, na época Município de Conceição do Arroio e, mais tarde, Osório. Marechal Osório lutou na guerra do Paraguai, sendo considerado o patrono da Arma de Cavalaria do Exército brasileiro.

segunda-feira, 5 de setembro de 2022

O Chafariz O Coreto e os Monumentos da Praça Saldanha Marinho em Santa M...


Chafariz da praça Saldanha Marinho, localizado no centro da cidade de Santa Maria - RS. A data de construção do Chafariz é de 1933, mas a sua inauguração se deu apenas no ano de 1935 pelo então Prefeito Municipal João Antonio Edler. O Chafariz foi construído no lugar de um antigo quiosque hexagonal que existia no local, construído em 1923. A foto deste antigo quiosque encontra-se na parte final deste vídeo. O chafariz é adornado, em sua parte alta, com três estátuas feitas de bronze de Terpsícores, a deusa da dança na cultura grega e uma das filhas de Zeus.

O Chafariz, assim como o Coreto da Praça, foi projetado pelo engenheiro Richard Ziemeck Klaue, alemão da cidade de Aspenstedt, filho mais velho do dono da primeira usina elétrica da Cidade de Santa Maria, Friedrich Heirich Klaue. O chafariz é uma obra de arte a céu aberto, construído em estilo neoclássico e importante ponto turístico da Cidade. A praça originalmente era conhecida como a Praça Conceição ou praça da Capelinha. Em 1837 a praça passou a se chamar Praça da Matriz. No início do século 20, em homenagem ao engenheiro Joaquim Saldanha Marinho Filho, da Inspetoria Geral de Terras e Colonização, a praça recebeu o seu nome em sua homenagem.

Busto em homenagem a José Mariano da Rocha Filho, que foi o fundador e primeiro reitor da UFSM - Universidade Federal de Santa Maria. O Coreto, assim como o Chafariz, foi construído em 1933. Servia para a apresentação de bandas e concertos musicais. As bandas de música da época apresentavam-se aos domingos e feriados. As bandas marciais eram uma forte tradição na cultura da cidade até meados das décadas de 1970/80.

Monumentos e bustos na Praça Saldanha Marinho:

Busto em homenagem a José de San Martin, general argentino líder dos processos de independência da Argentina, do Chile e do Peru.

Monumento em homenagem a Escola de Teatro Leopoldo Fróes, de Santa Maria, fundada por um grupo de atores locais liderados por Edmundo Cardoso no ano de 1943. O nome da escola foi homenagem a Leopoldo Fróes, ator, compositor, letrista e cantor brasileiro que Fez grande sucesso no Rio de Janeiro e São Paulo entre os anos de 1917 e 1927.

Busto em homenagem a Serafim Vallandro, político e comerciante santamariense que foi representante da associação comercial de Santa Maria junto a federação de associações comerciais do Brasil e também seu presidente. Foi fundador já extinto do Partido Economista do Brasil.

Busto em homenagem a José Gervásio Artigas, um político e militar uruguaio, sendo herói nacional de seu país, defensor ferrenho da democracia e do federalismo, contrário aos movimentos monarquistas e centralistas de sua época.

Tábua com a transcrição dos dez mandamentos da lei de Deus, entregues a Moises e à antiga Nação de Israel no antigo testamento bíblico.

Monumento em homenagem às mães. ofertado pelo Rotary Clube da cidade. Os Clubes de Rotary são clubes de voluntários que se unem em prol de desenvolver serviços humanitários em todo o planeta. O objetivo central do Rotary é conseguir a paz mundial através da contribuição de suas ações.

Busto em homenagem a Felippe de Oliveira, poeta nascido em Santa Maria, cuja trajetória literária edificou-se em Porto Alegre e se consolidou, posteriormente, no Rio de Janeiro, tendo transitado pelos movimentos simbolistas e modernistas.

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

A História da Igreja Que Desafiou o Império do Brasil


A História da Igreja Que Desafiou o Império do Brasil. Igreja da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana da Cidade de Santa Maria, no RS, localizada em frente à praça dos bombeiros. O templo, construído no ano de 1873, domina a paisagem e originou-se da antiga comunidade evangélica luterana da cidade. Os primeiros imigrantes alemães que chegaram a Santa Maria fixaram-se na cidade por volta do ano de 1829, e eram oriúndos do 28 Batalhão de Caçadores, formado por militares que haviam sido contratados pelo governo imperial do Brasil, no ano de 1824, para lutarem na Guerra Cisplatina, que ocorreu de 1825 a 1828, entre Brasil e Argentina, pela posse da Província de Cisplatina, atual território do Uruguai.

Esta comunidade surgiu no ano de 1866, quando foi fundada a Deutsche Evangelische Gemeinde, que atualmente constitui-se na Comunidade Evangélica de Confissão Luterana de Santa Maria, mantenedora do local. Teve como primeiros diretores: Presidente Wilhelm Fischer; Secretário: Carl Friedrich Theodor Poetke; Tesoureiro: Heinrich Druck; Assistentes: Heinrich Eggers, Phillip Jacob Schirmer, Abraham Cassel e Johann Heinrich Drustz, e como pastor o Reverendo Hugo Alexandre Klein. O templo foi construído por João Miguel Adamy, conhecido por ser um dos fundadores da Colônia alemâ de Pinhal, atual município de Itaara. A inauguração se deu em 14 de dezembro de 1873, sem a conclusão da torre que atualmente abriga os sinos da igreja.

Os sinos instalados na torre tem os seguintes nomes: “Ehre sei Gott in der Höhe”(Glória a Deus nas alturas), “Frieden auf Erden” (Paz na terra) e “Den Menschen ein Wohlgefallen”(Às pessoas a quem ele quer bem). Nos três sinos se encontra a seguinte inscrição: GEGOSSEN ANNO 1885 FÜR DIE EVANG. GEMEINDE ZU STA MARIA DA BOCCA DO MONTE BRASILIEN (Fundido no ano de 1885 para a Comunidade Evangélica de Santa Maria da Bocca do Monte, Brasil). No ano de 1885 a Comunidade Evangélica encomendou cinco sinos, que foram fundidos na Cidade de Bochum, na Alemanha, tendo chegado à cidade em agosto de 1886. Destes, três destinavam-se à Igreja de Santa Maria e os outros dois eram destinados à Igreja filial do Pinhal, hoje Município de Itaara. A torre foi concluída no ano de 1877 e os sinos instalados nela 10 anos depois, no ano de 1887.

Em maio de 1877 o chefe da polícia do RS ameaçou a comunidade com um processo por transgressão da lei. Mas por intervenção do vice-presidente do RS, encaminhou-se um requerimento à Câmara no Rio de Janeiro, reivindicando-se igualdade de direitos religiosos, que foi concedida 05 dias após, garantindo à comunidade a realização de cultos no templo. A construção da torre e a construção dos sinos infringiu o artigo 5 da Constituição do Império do Brasil, que dizia: "A religião católica apostólica romana continuará a ser a religião do Estado. Todas as demais religiões serão toleradas, em casas para tanto destinadas, sem qualquer forma exterior de templo”.

Em agosto do ano de 1942, durante a segunda guerra mundial, o templo e a casa paroquial foram alvos de movimentos anti-germânicos. O local foi invadido e destruídos todos os objetos e arquivos históricos do local. Pouco restou da construção original, salvo a torre, as paredes externas e alguns complementos. Somente no ano de 1945, mediante um plano de contribuições, voltou-se à restauração e reequipamento da Igreja, casa pastoral e demais dependências.

segunda-feira, 22 de agosto de 2022

O Casarão Abandonado da Cidade de Silveira Martins


Casarão abandonado onde funcionou um antigo estabelecimento comercial denominado de "Açougue do Povo", localizado no centro da Cidade de Silveira Martins, na região central do Estado do Rio Grande do Sul. O áudio em execução traz a voz do Sr. cujo sobrenome é Comoretto, um antigo funcionário do local que trabalhou por 32 anos no local. Por razões de ordem pessoal, apenas o áudio de sua voz será exibido neste vídeo.

O Sr. Comoretto traz um relato vivo da história do lugar e dos tempos de glória do estabelecimento comercial que era, á sua época, o único açougue da Cidade. Ao mesmo tempo, nos traz a nostalgia e a tristeza que se abateu e tomou conta do antigo casarão. Além de abastecer a Cidade de Silveira Martins, o açougue fornecia carnes nos principais supermercados da Cidade vizinha de Santa Maria, cidade hoje com quase 300.000 habitantes. Chegou-se a abater 450 cabeças de ovelhas num único dia, além do abate tradicional. conforme relato impressionante do Sr. Comoretto. Tudo isso num pequeno açougue numa cidade interiorana.

O Casarão foi construído por volta da década de 1950, e representa um estilo eclético de transição, com destaque para uma platibanda com elementos geométricos o a moldura nas esquadrias das janelas. A fachada ainda mantém-se intacta, mas a cobertura de telhas de cerâmica já começa a ruir completamente. Vitélio Zago, que empresta o seu nome à rua em frente ao Casarão, foi quem iniciou o comércio de Açougue no local, quando construiu um anexo ao lado da casa para o exercício da atividade, pelos ídos da década de 1960. Mais tarde, o negócio foi mantido por seu filho Nelson Zago e pelo neto, Valdomiro Zago.

O Casarão foi construído por Sílvio Trevisan, com a finalidade de servir como sua residência. Posteriormente foi alugado para a família Culau e, em sequência, abrigou o consultório de um dentista. Posteriormente foi adquirido pela família Zago, que detém a propriedade do imóvel até os dias da gravação deste vídeo. A Açougue do Povo funcionou no local até o final e início das décadas de 1990/2000, quando foi definitivamente fechado. Malvina Antonello Zago, esposa de Nelson Zago foi a última moradora do antigo casarão.

segunda-feira, 15 de agosto de 2022

O Antigo Moinho de Farinha da Cidade de Faxinal do Soturno


O Antigo Moinho de Farinha da Cidade de Faxinal do Soturno. Prédio do Antigo Moinho Zago, localizado no centro da cidade de Faxinal do Soturno, Estado do RS. Originalmente o prédio foi sede de uma Cooperativa, no início do Século XX, tendo sido adquirido pelo pai e pelo tio de Benjamin Santo Zago no ano de 1914. Benjamin Zago teria sido então o seu primeiro administrador.
O moinho passou a denominar-se de "Firma Zago e Irmão". No ano de 1947 foram adquiridos os equipamentos de funcionamento do moinho, muitos deles em uso até os dias de hoje. Desde o ano de 1966 o Moinho Zago tem a razão social de Benjamin Zago Indústria Moageira LTDA.

O complexo do moinho apresenta silos de armazenamento de grãos feitos de concreto. Estes silos são usados por indústrias principalmente pois nestas estruturas os grãos podem ficar armazenados por até quatro safras sem perder a qualidade. Isso acontece porque esse tipo de silo é hermético, ou seja, as paredes de concreto retêm o calor, proporcionando aos grãos uma conservação melhor. A referência ao SISTEMA BUHLER que aparece no topo da torre do Moinho Zago se referencia ao sistema tecnológico utilizado na implantação do negócio, desenvolvida pela empresa Suiça Bühler, fundada em 1860 na cidade de Uzwil, empresa esta que hoje representa uma holding que opera em mais de 140 países, com mais de 30 unidades de produção e 100 centros de serviços pelo mundo.
O Moinho Zago é uma das indústrias mais antigas da Cidade de Faxinal do Soturno, perpetuando-se no imaginário das sucessivas gerações da cidade que consomem os seus produtos. Ali são produzidas farinhas de trigo e derivados até os dias de hoje.

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

A Igreja de São Vicente Ferrer em São Vicente do Sul


A Igreja de São Vicente Ferrer em São Vicente do Sul. Igreja Matriz da Cidade de São Vicente do Sul, região central do Estado do Rio Grande do Sul. O templo, construído em estilo gótico, é consagrado a São Vicente Ferrer, um religioso nascido na Espanha em 23 de janeiro do ano de 1350, e falecido na frança, em Vannes, no dia 05 de abril de 1419. A igreja atual foi construída no local onde havia uma antiga capela jesuítica, tendo a obra do templo sido conduzida pelos irmãos Brondani. A inauguração da atual igreja se deu no dia 27 de janeiro de 1946, com missa celebrada pelo padre Pedro Protásio Wastowiski.

A redução jesuítica foi dizimada com a invasão dos Bandeirantes vindos de São Paulo, e os índios dispersaram-se. Mais tarde, o Padre Cristóvão de Mendonza instalou no atual território do Município uma estância de criação de gado, dando-lhe o nome de São Vicente Ferrer. Na praça em frente a igreja, no ano de 1632, foi fundada a Redução Jesuítica de São José, pelo Padre Cristóvão de Mendonza. A redução abrigou 5.800 índios, que eram chefiados pelo Cacique Carapé. Todo o território de São Vicente do Sul, nesta época, pertencia à Coroa e ao Reino de Espanha.

São Vicente Ferrer era um Frade da ordem dos Dominicanos, uma ordem de Pregadores também conhecida por Ordem de São Domingos, uma ordem religiosa católica que tem como objetivo a pregação da palavra e mensagem de Jesus Cristo e a conversão ao cristianismo, tendo sido Fundada em Toulouse, na França, em 22 de Dezembro de 1216 por São Domingos de Gusmão. O território de São Vicente do Sul passou ao domínio de Portugal à partir do ano de 1801, quando Manoel Pedroso e Borges do canto comandaram a conquista da região das Missões. O Município de São Vicente do Sul foi criado no mês de Janeiro de 1883, tendo sido até então parte dos Municípios de Rio Pardo, Cachoeira do Sul, Caçapava do Sul e São Gabriel.

A imagem de São Vicente Ferrer é representada com asas, em razão dos incansáveis e rápidos deslocamentos que o religioso fazia pelos territórios da França, Espanha e Itália em suas pregações. Ainda em vida era apelidado de "Anjo" por seus saberes e virtudes. A paróquia de São Vicente do sul foi criada em 1876 e hoje pertence à Diocese de Santa Maria, sendo constituída por 21 comunidades. São Vicente Ferrer foi um dos maiores pregadores da Igreja do segundo milênio e o maior pregador do século XIV.

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

O Chalé Escondido da Antiga Avenida Ipiranga em Santa Maria


Video gravado em janeiro de 2020, na Cidade de Santa Maria - RS. Mostra o chalé da Rua José Bonifácio que ressurgiu na paisagem urbana da cidade em razão da demolição de antigos casarões que existiam na esquina das Ruas Professor Braga, intersecção com o fim da Avenida Presidente Vargas e o início da Rua José Bonifácio. Os casarões da esquina e que escondiam o agora novamente revelado Chalé foram demolidos para darem espaço a uma unidade de uma rede nacional de farmácias, já em funcionamento. No final deste vídeo existe uma foto destes casarões antes de sua demolição, e que abrigavam em seu final uma unidade de CFC - Centro de Formação de Condutores e duas clínicas médicas.

O chalé provavelmente tenha sido construído entre as décadas de 1940 a 1960, e mistura elementos de estilos arquitetônicos Neoclássicos com características do movimento Art Deco, que surgiu no Brasil no começo da década de 1920, com a contribuição de pintores como John Graz, decoradores como Regina Gomide Graz e escultores como Victor Brecheret. O Casarão que aparece no vídeo é do início do século XX, e abriga há muitos anos uma clínica de oftalmologia, tendo a sua fachada original ainda preservada. Detalhe dos ornamentos aparecem neste vídeo em perspectiva. Uma foto do início do século da praça Roque Gonzales, que fica em frente, é mostrada no final do vídeo onde o casarão pode ser visto já construído. Representa uma das últimas construções ainda em pé deste período na região em que se encontra.

A Placa que encontra-se na fachada do Casarão faz referência a antiga denominação da Avenida Presidente Vargas, que foi denominada em seus primórdios de Estrada da Aldeia e logo depois, de Avenida Ipiranga. Foi obra do vereador e presidente da Camara Municipal, Sr. Gaspar Pereira da Silva, que realizou projeto de lei para ligar a Av. Ipiranga, hoje Predisente Vargas, até a Rua do Acampamento, através do trecho que hoje corresponde à Rua José Bonifácio. Monumentos da Praça Roque Gonzales, que fica em frente ao casarão anterior. Estátua em homenagem a Marcelino Champagnat. A estátua foi inaugurada em 1940 e é uma homenagem a Marcelino Champagnat, hoje beatificado: São Marcelino Champagnat. No dia 6 de junho comemora-se o Dia de São Marcelino Champagnat, fundador do Instituto dos Irmãos Maristas.

O Irmão Weibert foi o chefe da missão dos irmãos maristas quando a congregação religiosa francesa se estabeleceu no Estado do Rio Grande do Sul. Os irmãos maristas realizaram extraordinária obra educacional no Rio Grande do Sul e demais estados da região sul. Fundaram dezenas de colégios e, inclusive, a PUC _ Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre. A praça em questão corresponde a Praça Roque Gonzales, e localiza-se mais especificamente em frente ao Hospital de Caridade Astrogildo de Azevedo. É uma homenagem a Roque Gonzales de Santa Cruz, um padre jesuíta natural do Paraguai que entrou na história do Brasil meridional ao tentar disseminar a religião católica entre os índios das terras do oeste do Rio Grande do Sul, tendo sido morto por eles na localidade de Caaró, na região das Missões do RS. Bem em frente ao Hospital de Caridade ainda está o pergolado da praça Roque Gonzalez. No final do vídeo ele aparece em uma foto do início do século, ainda resistindo ao tempo e às constantes reformas que a cidade e o progresso fazem sobre os monumentos de sua história e identidade.