segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Estações Abandonadas - A Antiga Estação Ferroviária de Arroio do Só



A Antiga Estação Ferroviária de Arroio do Só. Antiga estação ferroviária localizada na sede o Distrito de Arroio do Só, município de Santa Maria, no RS. O nome Arroio do Só deve-se à existência de um ermitão que, afastando-se de seu povo, embrenhou-se nas matas e construiu uma pequena cabana às margens de um arroio, que mais tarde passou a ser conhecido como Arroio do Só.

A linha férrea foi construída e inaugurada em 1885 pela empresa federal A E. F. Porto Alegre-Uruguaiana que foi fundada no ano de 1883, para ligar o hoje Distrito de Santo Amaro, no Município de General Câmara ao também Município de Cachoeira do Sul. Na época estes lugares se chamavam Amarópolis e Cachoeira.
No ano de 1898 esta empresa foi encampada pela Compagnie Auxiliaire des Chemins de Fer au Brésil, empresa belga, e em 1905 passou a ser a linha-tronco da VFRGS, ainda administrada pelos belgas, que exploraram a rede até o ano de 1920. Em 1907, os trilhos atingiram Uruguaiana, na fronteira com a Argentina. Passavam aqui trens de carga e trens de passageiros, sendo esta uma importante estação que movimentava toda a região ao seu entorno.

A partir de 1920, a linha tornou-se estatal novamente. Em 1957 foi encampada pela RFFSA. Durante os seus anos de operação foram construídas algumas variantes, para encurtar tempos e distâncias, eliminando algumas estações de sua linha original. Em 2 de fevereiro de 1996, deixaram de rodar os trens de passageiros pela linha que, hoje, transporta os trens cargueiros da concessionária ALL - RUMO desde esse mesmo ano.

A estação sempre foi ponto de referência do Distrito de Arroio do Só, e foi o seu maior fator de desenvolvimento desde a sua criação até meados da década de 70, quando começou a declinar. Hoje apenas trens de carga passam pela antiga estação que, no passado, foi um importante pólo irradiador de cultura, comércio e de novas tecnologias.

A Rumo Logística foi fundada em 2008. Em 2015, absorveu a América Latina Logística, tornando-se a maior companhia de logística com estrutura ferroviária do Brasil. Não se sabe se a estação de Arroio do Só foi inaugurada em 1885 pela E. F. Porto Alegre-Uruguaiana ou em data posterior, sendo esta hipótese a mais provável. O prédio hoje existente é usado como moradia e encontra-se em processo de tombamento devido a sua importância histórica junto ao Distrito.

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

A Arquitetura Antiga da Casa da Mata Grande


A Arquitetura Antiga da Casa da Mata Grande em São Sepé no RS. Antiga casa de imigrantes italianos construída na sede do Distrito de Mata Grande, distrito da cidade de São Sepé, localizada na região centro do estado do Rio Grande do Sul. O distrito surgiu em 1915, quando os primeiros imigrantes, vindos da quarta colônia de imigração italiana do RS, em Silveira Martins, adquiriram terras na Mata Grande, que nesta época se chamava Mato Grande. Eles representavam a segunda ou terceira geração dos primeiros imigrantes que vieram da Itália nos primeiros movimentos de colonização da região.

Rogério Pozzer, Jacob Valentin Casanova, Ângelo Fantinel e Frederico Martini são reconhecidos como os primeiros pioneiros a se estabelecerem na região. Depois de adquirirem as terras e fixar residência, abriram lavouras e construíras as casas, e só após dois anos de trabalho é que trouxeram os seus familiares para a região. O músico Sepeense Alex Casanova, descendente dos primeiros moradores do local, compôs uma música que resgata as histórias deste salão de bailes. A música participou da 15°edição do festival Sinuelo da Canção Nativa da cidade de São Sepé. No Card acima e a direita do vídeo você pode ouvir esta canção que resgata as histórias deste tempo.

A casa no vídeo Casas Antigas - A Casa da Mata Grande presume-se que tenha sido construída nesta época. Pertenceu a José Piasi Martini (o Beppi Martini), e além de servir de residência para a sua família, foi por muito tempo um armazém de campanha (na região chamado de "venda" ou "Bolicho"), além de ter sido utilizado também como um salão de bailes. Seguindo os primeiros pioneiros, outras famílias chegaram e se estabeleceram no local posteriormente. Uma placa em frente à igreja aparece no final deste vídeo relacionando todas as famílias que ali chegaram, numa homenagem ao centenário da imigração italiana no Distrito de Mata Grande da cidade de São Sepé, no RS.

Como em todas as comunidades do interior onde a fé e a religiosidade estão presentes, ela torna-se o centro de aglutinação dos moradores, que vivem nela e no arredor dela o dia a dia e as decisões daquela comunidade. Ao lado da igreja encontra-se a placa comemorativa em homenagem aos 100 anos da imigração, com o nome das famílias pioneiras. O distrito de Mata Grande é o berço da cultura italiana em São Sepé. Esta casa, num projeto também capitaneado pelo músico e filho da terra, Alex Casanova, tenta-se através de um projeto cultural transformá-la em um museu para que se possa guardar ali a história de um passado de lutas e conquistas que, aos poucos, vai se perdendo no tempo.

A igreja da comunidade é consagrada a São João Evangelista, e consta que foi construída em 1948. Ela teria substituído uma antiga capela de madeira que fora construída em 27 de dezembro de 1936. Ao lado dela está construído o salão da comunidade, onde ocorrem as festas e reuniões dos moradores da localidade.

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Casas Antigas O Palacete do Alto da Bronze


Casas Antigas - O Palacete do Alto da Bronze: Antigo Palacete do Alto da Bronze, construído no início do século XX, localizado nas esquinas das Ruas Duque de Caxias e General Portinho, em frente à Praça General Osório, mais conhecida como Alto da Bronze, no centro histórico de Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul.

O Prédio foi construído no estilo eclético de três pavimentos, e apresenta sacadas amplas com balaústras e janelões com duas e três divisórias, decoradas com rica ornamentação externa, que se repetem nas fachadas das duas ruas. O prédio abre-se no canto das esquinas, onde apresenta outras duas sacadas no mesmo estilo, mas com janelas simples. Na parte superior uma rica e detalhada platibanda esconde a cobertura do terceiro pavimento, com o detalhe arredondado das janelas que apresentam sacadas. O Palacete foi projetado pelo engenheiro J. G. Soeiro no início do século XX, em meados de 1900. Não conseguimos precisar a data exata da construção.
O palacete foi sede de um antigo convento de freiras, mas não sabemos se estas foram os seus primeiros moradores. Segundo informações do Sr. Jorge Ari, vigilante que trabalha neste prédio, o palacete foi a residência de um barão, mas não conseguimos confirmar a história. Fato é que na época de sua construção já era vigente a República dos Estados Unidos do Brasil.

Em janeiro de 1939 o Palacete passou a abrigar a Escola Médico-Cirúrgica de Porto Alegre, que alguns meses depois mudou o nome para Escola Médico-Cirúrgica do Rio Grande do Sul. Fundada em 1915, esta escola era pioneira em tratamentos alternativos, como a homeopatia, e sofreu grande discriminação pela classe médica local à época, que não a reconheciam como instituição de ensino. Foi extinta em meados de 1946, sem maiores registros históricos.
O Palacete é sede, nos dias atuais, da terceira circunscrição da justiça militar - 3° CJM, que, devido ao grande contingente militar existente no estado do RS, se divide em três auditorias, sendo a primeira auditoria militar a que funciona neste local. As outras auditorias militares estão localizadas nos municípios de Santa Maria e Bagé. A terceira CJM ocupa as dependências do casarão desde o ano de 1949.

O Palacete também foi sede do TCE - Tribunal de Contas do Estado do RS, nos primórdios da formação e construção desta instituição, antes da década de 1950, ali permanecendo durante cinco anos até ser transferido para o Edifício Poty, na Rua Vigário José Inácio, e depois para a sua sede própria. O prédio que aparece na tela pertence a instituição católica Inspetoria Salesiana São Pio X, e foi ocupado pelo movimento Ocupação Mulheres Mirabal, que invadiram o espaço em novembro de 2016. O prédio teve a reintegração de posse deferida pela justiça em 10/07/2018 favorável aos proprietários.

O termo Mirabal é referência ao sobrenome de três irmâs originárias da República Dominicana que se opuseram à ditadura de Rafael Leónidas Trujillo e foram assassinadas no ano de 1960. Em 17 de dezembro de 1999, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou que 25 de novembro é o Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher, em homenagem ao sacrifício das irmãs Mirabal.

O Movimento Mulheres Mirabal é uma organização de Porto Alegre sem fins lucrativos, ligada ao movimento de Mulheres Olga Benário que luta pela vida das mulheres e pelo socialismo no Brasil inteiro, buscando fortalecer mulheres de todos os estados, através de um movimento feminista classista, na luta contra a opressão e o machismo estrutural da sociedade capitalista nos dias atuais.

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

A Ponte do Império do Rio Jacuí


A Ponte do Império do Rio Jacuí. Ruínas da Ponte sobre o Passo Geral do Rio Jacuí, na localidade da Vila do Jacui, interior do Município de Restinga Seca, no interior do Rio Grande do Sul. Na margem oposta do Rio está a localidade de Pertille, interior do Distrito de Três Vendas, que pertence ao Município de Cachoeira do Sul - RS.
A Ponte Imperial do Passo Geral do Jacuí foi mandada construir por Dom Pedro II quando era Presidente e Comandante das Armas do Rio Grande do Sul o ilustríssimo Duque de Caxias, que na época ainda era o Barão de Caxias. Foi uma das tantas obras de infraestrutura executadas no RS após a pacificação do Sul e o término da Revolução Farroupilha no ano de 1845.
O decreto para a construção da ponte foi assinado em 08 de abril de 1846. Em 1848, ao custo de 250 contos de réis, foi iniciada a construção da ponte, com projeto inicial do mercenário alemão Johan Martin Boff, que posteriormente foi modificado por George K.P.T. Von Norman, o mesmo projetista e engenheiro responsável pela construção do Teatro São Pedro, em Porto Alegre.

A ponte só foi concluída vinte e três anos depois, no ano de 1871. Em 1876, a administração da Ponte e arrecadação do pedágio foram entregues ao município de Cachoeira do Sul. Com 180 metros de comprimento e nove vãos de cerca de 17 m, a construção trouxe reflexos importantes na modernização, no desenvolvimento e na economia da região em sua época.
Os pilares da ponte e que ainda hoje resistem foram motivos de desconfiança na época de sua construção, tendo sido considerados pouco seguros pelo Barão de Caçapava, que considerou a largura da ponte insuficiente e os seus pilares de má qualidade. Estes foram construídos com pedra grés, coladas com uma mistura de cal e areia comum, e revestidos de pedra lavrada. No ano de 2019, decorridos 171 anos do início de sua construção, apenas um dos pilares ruiu.

Durante os anos de 1893/1895, ocorreu no RS a Revolução Federalista. A história conta que um dos grupos em guerra (chimangos e maragatos) colocou fogo no último vão de madeira de um dos lados da ponte para proteger a sua retaguarda e impedir o avanço de seus inimigos e o acesso ao norte do Jacui. Após a revolução federalista de 1893/1895 a ponte nunca mais foi reconstruída, e atribui-se como causa o conflito de interesses entre os charqueadores da região da cidade de Pelotas-RS e os de Cachoeira do Sul que a ponte beneficiava mais diretamente.

O Passo Geral do Jacuí onde foi construída a ponte é um local de importância e relevãncia na história, pois neste local teriam se encontrado, no período das Guerras Guaraníticas, as tropas leais do império português comandadas por Gomes Freire, e os índios guaranis, incluindo o lendário chefe índio Sepé Tiaraju. Por conta do Tratado de Madrid, do ano de 1750, exigiu-se a retirada da população dos índios guaranis que viviam na região fazia 150 anos sob a égide das Missões Jesuíticas.

O charque era o principal produto da economia gaúcha neste tempo, e a antiga ponte do império chegou a abalar os negócios das charqueadas de Pelotas por sua localização geográfica privilegiada, situada no centro do estado do Rio Grande do Sul. E os pilares da antiga ponte ainda permanecem, desafiando o tempo e as águas do veloz e caudaloso Rio Jacuí, ou do Tupi-Guarani: "o rio dos jacus".

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

A História da Antiga Colônia de Imigração Italiana de Vale Vêneto no RS


A História da Antiga Colônia de Imigração Italiana de Vale Vêneto no RS. Quando, em 1876, o Governo Imperial de Dom Pedro II iniciou um processo de imigração gratuita pelas 22 províncias formadas no império do Brasil, na Província de São Pedro do Rio Grande do Sul desenvolveu-se também a imigração em massa com a vinda de grande número de imigrantes para a região.

Na Província de São Pedro do Rio Grande do Sul foram criadas quatro colônias para receber os imigrantes, sendo elas: Conde D’Eu hoje o Município de Garibaldi, Dona Isabel hoje o Município de Bento Gonçalves, Fundos de Nova Palmira hoje o Município de Caxias do Sul e mais tarde a colônia de Silveira Martins, conhecida como a quarta colônia de imigração.

Da região do Vêneto, no Norte da Itália, é que saíram os imigrantes que aqui chegaram e povoaram a região. Os imigrantes partiram do Porto de Gênova, Itália, e chegaram ao Rio de Janeiro em 20 de abril de 1878. Do Rio de Janeiro seguiram viajem até Porto Alegre, e de lá saiam em pequenas embarcações subindo o Rio Jacuí, e aportando na cidade de Rio Pardo.

Então, da cidade de Rio Pardo, eles prosseguiam a viagem sobre carretas puxadas por bois até o Barracão de Val de Buia, no hoje Município de Silveira Martins. Passados quinze dias chegavam ao barracão, onde aguardavam a demarcação e a liberação de seus lotes de terras. Enquanto aguardavam a distribuição das terras, uma peste (epidemia), dizimou cerca de 400 pessoas. Este acontecimento fez com que o governo Imperial acelerasse o processo das demarcações de terras doadas aos imigrantes.
No entanto, os imigrantes tinham que eles mesmos explorar a região, marcada pela cordilheira de São Martinho, abrindo piquetes e caminhos no meio da selva, pois não havia estradas e nenhuma infraestrutura. E a chegada contínua de novos imigrantes fez com que a Colônia de Silveira Martins se expandisse pelos contra fortes da serra de São Martinho. Em decorrência disso, em 1878 chegaram as 11 primeiras famílias de imigrantes neste vale, conhecido por "Buraco" em virtude de sua localização. No mesmo ano, chegaram ao vale mais famílias lideradas por Paulo Bortoluzzi, e por ser esta uma família numerosa, o nome do local passou-se a chamar Vale dos Bortoluzzi.
O Nome de Vale dos Bortoluzzi foi, no entanto, motivo de muita discórdia na comunidade, uma vez que outras famílias alí também se estabeleceram. Foi então que, por intermédio do Padre Sório, vindo da Itália a pedido das famílias para exercer no local as suas funções clericais, fez uma reunião com os imigrantes afim de mudar o nome do lugar. O grupo dos Bortoluzzi, tinham uma situação financeira privilegiada perante os demais imigrantes que os acompanhavam e, por isso, puderam construíra um moinho e uma bodega. Por exercer liderança na localidade, Paulo Bortoluzzi é considerado o fundador de Vale Vêneto.

Adotou-se assim o nome de “Val Vêneta”, em razão da região de origem da maior parte dos imigrantes. E quando da visita do Bispo de Porto Alegre ao local no ano de 1909, foi sugerido que o nome fosse passado para o português, Vale Vêneto, nome este que permanece até os dias atuais. Na escola, alunos e alunas conviviam em regime de internato, sob a égide das Irmãs do Imaculado Coração de Maria, congregação esta fundada na França por Bárbara Maix no ano de 1849. A escola encerrou suas atividades no ano de 1980, e aluga parte de sua estrutua ao estado do RS que mantém ali uma escola estadual.

A escola Nossa Senhora de Lourdes, que aparece no início deste vídeo, funcionou no Vale Vêneto, em regime misto de internato de 1892 até o ano de 1980. Era uma escola particular de educação confessional católica. Ali se estabeleceu o primeiro ginásio religioso educacional misto do interior do estado do RS. A Congregação Religiosa ainda mantém no Local uma Casa de Retiros. A Casa é aberta ao público para hospedagens em Vale Vêneto, e tem espaço adequado para cursos, retiros e hospedagens em Vale Vêneto, distrito de São João do Polêsine.

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Igrejas Antigas do Brasil A Catedral de Foz do Iguaçu


Igrejas Antigas do Brasil . Igreja Matriz Catedral de São João Batista, localizada no centro da cidade de Foz do Iguaçu, estado do Paraná, no Brasil, construída à partir da década de 1920.

Ao lado da igreja, a casa paroquial cuja construção foi concluída em 1930, e que serviu de escola provisória do Instituto São José, administrado pelas irmãs filhas da caridade de São Vicente de Paula, entre os anos de 1948 e 1952.

A pedra fundamental para a construção da Catedral foi posta em 24 de junho de 1925. Antes havia alí uma capela de madeira que foi completamente destruída por um incêndio acidental, causado por fogos de artifício quando a população local comemorava a partida da Coluna Prestes da cidade, que alí concentrou suas forças antes do início de sua Marcha pelo Brasil.

A Coluna Prestes foi um movimento originário do tenentismo que percorreu o Brasil entre ao anos de 1925 e 1927, em confronto com as tropas dos governos de Artur Bernardes e Washington Luís durante a Primeira República. Ao longo de sua trajetória, a Coluna percorreu mais de 25 mil quilômetros em protesto contra os governos vigentes.
A Catedral de São João Batista foi definitivamente inaugurada em dezembro de 1952 por Dom Manoel Könner. Em 1978, sofreu uma primeira reforma. No ano de 2014, sofreu nova reforna, quando mais de 70% do prédio original teve de ser reconstruído. Hoje a capacidade da catedral é de 550 pessoas.

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Lugares Abandonados - A Estação Abandonada da Estiva


Lugares Abandonados - A Estação Abandonada da Estiva. Antiga Estação Férrea da Estiva, localizada na localidade de Estiva, interior do Município de Restinga Seca, no Estado do Rio Grande do Sul, hoje completamente abandonada. A estação de Estiva foi inaugurada em 13 de Novembro de 1885 pela Empresa E. F. Porto Alegre-Uruguaiana, e deve o seu nome em razão da existência de uma ponte sobre o arroio que passa na localidade. O Termo Estiva significa pontilhão feito com varas.
A Empresa E. F. Porto Alegre-Uruguaiana que construiu esta estação foi aberta como empresa federal em 1883. Em 1898 foi encampada pela Cie. Auxilaire, empresa belga de Exploração ferroviária que atuava no sul do Brasil. No ano de 1920, a linha tornou-se estatal outra vez, agora administrada pelo estado do RS, através da VFRGS. Em 1957 foi encampada pela RFFSA. No RS, as ferrovias passaram a ser construídas por volta de 1870, sempre em regiões coloniais e de produção mercantil, No Brasil, as ferrovias chegaram em 1850. E foram determinantes no surgimento, reordenação, formação e desenvolvimento de grande número de Municípios por onde passavam os seus trilhos.

A Estação da Estiva, no entanto, tinha fluxo intenso de passageiros por ter alí o serviço de telegramas e por escoar toda a produção local, inclusive do hoje Município sede de Restinga Seca, que a época de sua construção não possuia uma estação fixa. A Estação da Estiva era de pequeno porte para os padrões da época, e classificada como uma "estação-parada", sem caixa dágua, de pequeno fluxo de carga e passageiros, mas que servia de ponto de manobras em razão de ser uma estação de cruzamento de trens.

A Estação da Estiva era o centro de referência da comunidade e da localidade que cresceu ao seu redor. Com a sua desativação à partir de 02/02/1996, a localidade declinou vertiginosamente, restando poucos moradores e nenhum comércio que, outrora, foi um centro de referência regional.
O Prédio encontra-se em ruínas e consta que teria sido municipalizado para a sua conservação e preservação da memória ferroviária do Município de Restinga Seca. Hoje apenas trens cargueiros passam pela estação, explorados pela concessionária Rumo Logística.

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Casas Antigas e Abandonadas - A Casa das Oficinas


O Video Casas Antigas e Abandonadas - A Casa das Oficinas é um vídeo que conta a história de um lugar esquecido e que teve seu auge na época dos trens de passageiros e de mercadorias movidos a vapor. Um lugar de muitas casas antigas, que revela suas histórias esquecidas. Veja a história:

Antiga casa abandonada localizada na Vila Jacuí, interior do Município de Restinga Seca, região central do estado do Rio Grande do Sul. As oficinas estavam construídas ao redor da estação de Jacuí, ainda existente no local, que foi inaugurada em 1885 pela E. F. Porto Alegre-Uruguaiana, empresa concessionária do trecho à época de sua construção. Corresponde a última construção ainda em pé, mesmo que em ruínas, de um antigo conjunto de oficinas da rede ferroviária que alí se estabeleceu desde os idos do ano de 1885.
A linha ferroviária e as oficinas da Vila Jacuí tornaram esta localidade em um pólo de desenvolvimento. A economia girava em torno da ferrovia. Foram construídas muitas casas, onde os funcionários da rede ferroviária se instalavam, e esta, com certeza, era uma delas. As oficinas tiveram muita importância no início da implantação ferroviária no RS, quando ali que se instalaram as oficinas telegráficas da ferrovia. Também funcionava ali um depósito de locomotivas.
Em 1960 o local deixou de funcionar como depósito de locomotivas. Nesta época a maioria das casas da rede férrea existentes no local já estavam abandonadas. Consta que Após uma briga particular entre o chefe da estação responsável pelas oficinas com um funcionário, as mesmas foram transferidas de local. A transferência das oficinas se deu no ano de 1948.

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Casas Antigas - A Fachada do Antigo Hotel Central


Casas Antigas - A Fachada do Antigo Hotel Central, um vídeo que traz um casarão antigo e semi abandonado no centro da cidade de São João do Polêsine. Corresponde a Fachada do antigo Hotel Central, na cidade de São João do Polêsine, estado do Rio Grande do Sul.
Consta ter sido construído pela família Sônego, por descentes das primeiras gerações de imigrantes que chegaram ao local por volta de 1876. O Hotel encontra-se desativado como comércio, mas ainda serve de residência e encontra-se ocupado por moradores da cidade.
Lendas e folclores à parte, trata-se de uma construção que retrata a historicidade e a formação dos primórdios do Hoje Município de São João do Polêsine, na região central do Estado do RS. A construção dos anos 30/40 domina a paisagem em que se encontra construída, e suscita a fama de ser habitada por fantasmas, segundo histórias que nos foram contadas por uma moradora da cidade.

segunda-feira, 26 de julho de 2021

Casas Antigas e Abandonadas - As Casas Pigatto


Casas Antigas e Abandonadas - As Casas Pigatto. Casas Antigas contruídas no centro da Cidade de Faxinal do Soturno, um Município localizado na área da Depressão Central, região central do Estado do do Rio Grande do Sul. A história da cidade de Faxinal do Soturno está ligada ao fluxo de expansão do Quarto Núcleo da colonização italiana do RS. O local onde hoje se encontra a sede do Município teve o povoamento iniciado no ano de 1884.

São considerados os fundadores de Faxinal do Soturno, como pioneiros, os seguintes nomes: João Batista Zago, José Marques Ribeiro, Vicente Pigatto e Vitório de David. Estas Casas contam um pouco da história de uma dessas famílias. O nome do Município - Faxinal do Soturno - tem orígem em razão da existência de pantanais ribeirinhos que, no início da colonização, se apresentavam cobertos de mato cerrado e escuro. Um lugar que era, ao mesmo tempo, soturno e perigoso. Este nome teria sido dado por uma expedição de cartografia que mapeava o Estado, percorrendo o rio Jacui e afluentes para definir o seu curso de navegação.
Antes de Faxinal do Soturno, o local teve as denominações de Campo do Meio e depois de Campo dos Bugres. As casas mostradas neste vídeo são construções típicas da arquitetura colonial italiana, assim como o sobrenome Pigatto, pertencente àqueles que as construíram nos primórdios do Município. Junto ao rio Soturno haviam grandes extensões de faxinal, um campo coberto de mato curto. E da união destes termos teria surgido o nome de Faxinal do Soturno.

segunda-feira, 19 de julho de 2021

Explorando a Casa Abandonada em Dilermando de Aguiar


A Casa Abandonada de Dilermando de Aguiar. Casa antiga e abandonada no centro da cidade de Dilermando de Aguiar, Município da Região Central do Estado do Rio Grande do Sul. A Casa pertenceu ao Sr. EGUANY BRASIL JANN ZIEGLER, já falecido, e que era também o proprietário de um antigo Posto de Combustíveis que localizava-se na entrada do Município, ao largo da rede férrea da cidade. Este posto é mostrado na parte final deste vídeo.
A propriedade hoje é parte de uma área maior que incorporou o espaço onde foi construída a casa originariamente, tendo sido provavelmente vendida ou cindida em processo de inventário. A construção é, provavelmente, dentre os idos de 1930 a 1950. O Sr Eguani Ziegler, popularmente conhecido por "Guani" e cujo nome tem orígem indígena, além de empresário era caminhoneiro, e foi figura muito conhecida no pequeno Município de Dilermando de Aguiar.

"Guanizinho" como nos referimos no vídeo corresponde, na verdade, a alcunha de um dos filhos do Sr. Eguany, que tornou-se professor e teria se mudado para a Região Metropolitana da Cidade de Porto Alegre, no RS. Muito famoso na cidade teria sido o casamento do Sr. Eguany, uma festa memorável. Convidados em peso das cidades de Toropi, São Pedro do Sul, São Vicente do Sul, Mata e também de Santa Maria teriam comparecido à cerimônia.
Segundo o amigo Sebastião Saraiva Neto, que era criança e esteve neste casamento, uma dispensa cheia de prateleiras repletas de pudins e compotas de doces são as imagens que ficaram em sua memória. A casa e o antigo posto são o que resta de uma história de empreendedorismo e de vida no Município de Dilermando de Aguiar, num tempo em que os trens ainda dominavam a paisagem e a economia da cidade. Mais um resgate que deixamos como legado aos futuros habitantes deste simpático Município do RS.

segunda-feira, 12 de julho de 2021

A Mesquita Muçulmana de Foz do Iguaçu


Mesquita Muculmana Omar Ibn Al-Khatab, localizada na cidade de Foz do Iguaçu, Estado do Paraná, no Brasil. foi inaugurada em 1983 e tem 600 m² de área construída. O prédio da Mesquita é ornamentado com arabescos, figuras geométricas em desenhos perfeitos e unificados. A arte é abstrata e a arquitetura é de caráter religioso em toda a sua estrutura.

No lado de fora erguem-se dois minaretes, torres que circundam a Mesquita. A principal função dos Minaretes é fazer com que a voz do almuadem, a pessoa que faz o chamado à oração possa ser ouvida a grandes distâncias. Omar ibne Alcatabe, que empresta o nome a Mesquita, conhecido em português simplesmente como Omar ou Umar, foi o segundo dos califas muçulmanos, o mais poderoso dos califas bem guiados e um dos mais poderosos e influentes governantes muçulmanos.

A cidade de Foz do Iguaçu tem a segunda maior comunidade islâmica do Brasil em números absolutos e a primeira em proporção à população total. Junto de Curitiba, Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo, correspondem às cinco mais populosas comunidades de muçulmanos no Brasil. O Islamismo, islão ou islã, é uma religião abraâmica monoteísta articulada pelo Alcorão, um texto considerado pelos seus seguidores como a palavra literal de Deus, e pelos ensinamentos e exemplos normativos de Maomé, considerado pelos fiéis como o último profeta de Deus.
O Islã, ou o Islamismo, corresponde a segunda das maiores religiões do mundo, atrás apenas do Cristianismo. Os seus seguidores somam, aproximadamente 1,6 Bilhões de adeptos pelo mundo.
O Islamismo é uma religião monoteísta, ou seja, acredita na existência de um único Deus; é fundamentada nos ensinamentos de Mohammed, ou Muhammad, chamado pelos ocidentais de Maomé. Um adepto do islamismo é chamado de muçulmano.
O Islamismo também é a segunda maior religião abraâmica, sendo o Alcorão o seu livro sagrado. Cada muçulmano deve realizar uma vez na vida uma peregrinação a cidade sagrada de Meca, ou, caso não possua condições de viajar até a cidade sagrada, de realizar alguma consagração alternativa.

segunda-feira, 5 de julho de 2021

As Casas Antigas dos Imigrantes Alemães na Estrada da Várzea


Conforme texto de abertura, este vídeo foi filmado na localidade de Várzea do Meio, Centro Comunitário Santo Antônio, no Município de Restinga Seca RS, divisa com os Municípios de Agudo, Dona Francisca e Faxinal do Soturno.
São duas casas residenciais, de arquitetura típica de origem alemã, e não uma igreja como chegamos a pensar inicialmente. Fazem parte do mesmo conjunto arquitetônico e se completam harmonicamente numa beleza singular, postas num cenário rural de muita paz e calmaria. O município de Restinga Seca foi colonizado por Portugueses, Italianos, Alemães e Austríacos.Suas terras eram pertencentes ao Município de Cachoeira do Sul, referentes ao quarto distrito deste, de onde Restinga Seca se emancipou em 1959.
Também existia uma ferraria de Roberto Rohde, uma pequena olaria, serraria, descascador de arroz e um engenho pertencente a Carlos Shalowisk. Todas as sacas de arroz produzidas por esse engenho eram transportadas pelo Rio Jacuí em embarcações chamadas “gasolinas”, através do Porto dos Macacos. Segundo informações constantes no site do Município, neste local que hoje se chama Várzea do Meio, antigamente também havia um povoado. Neste povoado funcionava uma casa de comércio que pertencia a Valdemar Müller.
Essas casas são contemporâneas destas histórias, mas não sabemos se pertencem ou pertenceram a algumas das famílias mencionadas. A linha temporal, no entanto, as coloca no caminho destes acontecimentos, com grande possibilidade de terem sido construídas por alguma das etnias de imigrantes mencionados neste vídeo.